RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico

Mais tarde, Chico Xavier declararia: "... a meu ver, tive três períodos distintos em minha vida mediúnica. O primeiro de completa incompreensão para mim, é aquele dos cinco anos de idade, quando via minha mãe desencarnada, proteger-me, até os 17 anos, época em que me via sob a influência de entidades felizes e infelizes, até que a misericórdia do Senhor penetrou nossa casa em julho de 1927..."
Naquele ano, um reduzido grupo de estudiosos do Espiritismo funda o Centro Espírita "Luiz Gonzaga", na residência de André Xavier, irmão de Chico, e este continuou a tarefa da psicografia.
Antes, porém, o jovem resolve falar com o seu confessor, Padre Sebastião Scarzelli, o qual lhe ouviu em confissão, ocasião em que Chico lhe informa que iria dedicar-se ao Espiritismo. O Padre responde que a Igreja não aprovava o Espiritismo. Entretanto, que ele, o Padre, iria orar à Virgem Maria por ele. Depois disso diz o Chico que nunca mais viu o Padre Sebastião, mas guarda por ele imensa gratidão e carinho.
O Padre Sebastião Scarzelli, já em avançada idade, foi entrevistado, na cidade de Joinville, Santa Catarina, e disse que tudo o que o Chico diz a seu respeito é verdade, e que sempre admirou aquele moço por sua distinção, sempre atarefado na loja do Senhor Felizardo." - Deus abençoe o Chico Xavier para que ele não comercialize jamais os dons que o Senhor lhe concedeu...", arremata o venerando Sacerdote.

DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário