O que é a Numerologia

Numerologia, ou ciência dos números, é conseqüência da necessidade ancestral do ser humano de expressar-se através de símbolos. O próprio desenvolvimento das ciências esotéricas é todo simbólico, pois somente com símbolos pode-se tentar definir o Cosmos em suas multifacetadas vibrações.
Considerando-se que tudo é vibração, energia, e que tudo se relaciona em nosso universo arquetípico, o ser humano ao agir, falar ou pensar está emitindo vibrações. As vibrações podem ser positivas ou negativas, ou seja, podem atuar de maneira construtiva ou destrutiva.
Antes de falar ou agir, o ser humano pensa. E, ao pensar, emite formas de pensamento. Para traduzi-las, a maneira encontrada foram os símbolos. E assim teve origem a escrita e as demais ciências expressas por símbolos, como os números.
Com o desenvolvimento da civilização, dois tipos de conhecimento progrediram paralelamente: o exotérico e o esotérico. O exotérico (para fora) foi o conhecimento permitido ao povo, aos servos. Constituiu-se, basicamente, de rudimentos culturais que permitiram às pessoas melhor trabalho e melhor produtividade. O esotérico (para dentro) somente era dado às classes dominadoras: nobres e sacerdotes. E a maneira encontrada para evitar que o povo deles tomasse conhecimento foi através de sociedades secretas, ou fraternidades iniciáticas. Ainda hoje é assim. Mesmo com o Conhecimento franqueado a todos que possam ter acesso a ele, somente uma décima parte da humanidade pode, realmente, usufruir de alguma parcela do saber humano. A maior parte é excluída desse acesso, ou por falta de condições materiais ou devido ao processo de massificação que faz as pessoas não desejarem mais do que aquilo que lhes é oferecido.

NUMEROLOGIA E HERMETISMO
Um dos primeiros livros de Numerologia publicados no Brasil, nos anos 50/60, com posterior reedição na década de 90, foi “NUMEROLOGIA”, de Rosabis. Camaysar. Na Introdução o autor explica que a Numerologia “é uma aplicação da ciência das vibrações sonoras”, dando especial ênfase ao estudo do nome sob o ponto de vista fonético, seguindo estritamente o valor numerológico – cabalístico das 22 letras do alfabeto hebraico. Francisco Valdomiro Lorenz, na mesma linha de Rosabis, escreveu “A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico”, no qual faz uma relação entre a Kabala (Guematria) e a Astrologia. Esses mestres, aos quais as ciências esotéricas muito devem, ao estudarem os ciclos pessoais, atribuíram-nos à Astrologia, e, no estudo do nome, detiveram-se exclusivamente em suas vibrações sonoras, audíveis.
Modernamente, principalmente a partir de numerólogos como Dion Fortune, Helyn Hitchcock, Monique Cissay, Kevinn Quinn Avery, Roger Halfon, e, no Brasil, com João Bosco Cavalero Viegas e Yarà Azevedo Martins – alguns dos precursores – a Numerologia assumiu o caráter que hoje todos conhecemos. Ou seja, a ciência das vibrações, sim, mas não somente das sonoras, porque tudo é vibração em nosso universo, inclusive os pensamentos, e quando pensamos em um nome, pensamos em seu todo, com vogais e consoantes e com seu número-vibração correspondente.
Obviamente, as ciências ditas esotéricas se relacionam no sentido de se complementarem ao formarem o corpo da tradição hermética. Não são compartimentos estanques, mas são completas ao mesmo tempo que dinâmicas em si mesmas. Assim, um dos aspectos mais fascinantes da Numerologia – o estudo dos ciclos numerológicos – deve ser feito de acordo com a data de nascimento do(a) analisado(a), sob o ponto-de-vista estritamente numerológico.
A relação que possa existir entre Numerologia e demais ciências herméticas, assim como Astrologia, Angelologia, Cristalografia e outras, deve ser feita apenas à guisa de estudo, ou pesquisa esotérica, não cabendo em um Mapa ou Estudo Numerológico esse tipo de análise – a não ser a título de ilustração – evitando-se, assim, tornar complexo e disperso o Estudo Numerológico, que deve primar pela concisão e objetividade, buscando em primeiro lugar orientar aqueles que buscam o auxílio da Numerologia.

NUMEROLOGIA E MISTIFICAÇÃO
A Numerologia, assim como outras ciências esotéricas, se não for tratada com seriedade, cairá, inevitavelmente, na mistificação. Um exemplo – não muito recente – foi a análise feita por uma numeróloga a respeito do atentado ao World Trade Center, nos Estados Unidos.
Partindo do estudo do nome do presidente estadunidense, que é 8, ela afirmou que é um número que leva ao excesso de autoridade quando no poder e que, por essa razão – porque George Walker Bush é o presidente dos Estados Unidos – aquele país seria levado a uma quase inevitável guerra, o que afetaria a todos nós, etc… Acrescenta que o líder do Taliban, o Sr. Laden, possui muitos números 1, tanto na data de nascimento quanto em seu nome, o que o levaria a ser demasiado agressivo. E, pelo que se deduz de suas afirmações, o confronto entre essas duas personalidades seria a causa dos atos de terrorismo e da retaliação norte-americana.
Em outra entrevista, na mesma ocasião, uma astróloga afirmou que os atos de terrorismo foram devidos ao fato de a Lua estar em oposição a Marte no momento em que primeiro avião atingiu o primeiro prédio do World Trade Center (…). A respeito dessa última afirmação – a astrológica -, mesmo não sendo astrólogo, poderia deduzir que sempre que a Lua estiver em oposição a Marte algo de muito ruim deverá acontecer. Sobre a conclusão da numeróloga, os números estão corretos, mas a análise a respeito nos leva a pensar que os acontecimentos da História são causados porque determinadas personalidades estão em determinados cargos em determinado momento histórico. O que, convenhamos, é uma visão bastante estreita e determinista.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, eu poderia afirmar que o World Trade Center foi derrubado porque possui dezesseis letras e 16, no Tarô, é a lâmina denominada “A Casa de Deus”, que mostra uma torre sendo derrubada por um raio. Poderia completar lembrando que o acontecimento foi no dia 11, e que um dos aspectos negativos do número 11 é o fanatismo, e seus aspectos mais destrutivos são a perversidade, a degradação e a deterioração. Lembraria, ainda, que a soma e redução numerológica do dia 11/09/2001 é igual a 5, coincidindo com o número do nome World Trade Center, que igualmente é 5. Também seria o caso de se pensar que qualquer prédio que tenha um nome com dezesseis letras estará sujeito a ser derrubado, ou sofrer um acidente grave, de preferência em um dia 11…
Estaria certo sob o ponto de vista numerológico, mas ainda assim seria uma análise limitada. Limitada, porque não se pode excluir a relação de causa e efeito de nenhum acontecimento. Nada acontece isoladamente. Tampouco os governantes são os únicos responsáveis pelo que sucede em seus governos, mas cada país colhe o resultado de suas ações, do conjunto dos seus governos, através de sua história. E não podemos ignorar que os Estados Unidos, desde que passaram a ser um país hegemônico, imperialista, decidiram que o mundo deveria servir a seus interesses, os quais tem sido impostos de maneira extremamente belicosa a todos os países que não concordam com a sua política. Não só as bombas de Hiroshima e Nagasáqui, com os seus milhares de mortos e danos irreparáveis ao ecossistema. Não apenas a política do Big Stick – do porrete – sobre as nações do terceiro mundo, nos anos 60/70. Nem somente a lavagem cerebral que é feita a cada segundo pelos meios de comunicação associados à sua ideologia, vulgarizando a violência, a opressão e a degradação de costumes. Tampouco os milhões que tem sido mortos por suas guerras fabricadas – na África, Oriente Médio, América Central… Ou aqueles que perderam a sua identidade nacional como os salvadorenhos, panamenhos e porto-riquenhos – e consideram isso normal.
Também, e principalmente, o fato de estarem apressando a destruição do planeta, quando se negam a prevenir o “efeito estufa”, a parar com a fabricação de armas químicas e nucleares, a evitar a disseminação do racismo e a impor uma “globalização” que somente serve a seus interesses de lucro fácil, ao mesmo tempo em que gera a fome e as desigualdades sociais.
Assim, a Numerologia, que, mesmo sendo ciência esotérica, a cada dia sofre um maior processo de vulgarização através dos meios de comunicação de massa, deve evitar, o mais possível, a mistificação. As numerólogas e numerólogos, mesmo em constante contato direto com o público, devem tratar a Numerologia como ciência que realmente é – evitando os excessos que levam à banalização e os desvios “esotéricos” que poderiam torná-la, aos poucos, alvo do ridículo.

TRADIÇÃO ESOTÉRICA
A Numerologia é uma das ciências da tradição esotérica. Origina-se em parte dos ensinamentos da escola pitagórica, em parte da Kabala. A Kabala é dividida em três partes: Notaricon, Temurah e Guematria – que formam o corpo da tradição hermética judaica. A Numerologia é uma derivação da Guematria com adições dos ensinamentos dos pitagóricos.
Seu objetivo esotérico é a pesquisa das vibrações cósmicas através dos símbolos numéricos. Exotericamente, tenta ajudar as pessoas a ajudarem a si mesmas, na medida em que lhes proporciona – através da interpretação pessoal dos números primários, de 1 a 9 – uma antevisão dos seus ciclos numerológicos, de seus talentos e capacidades, de seus karmas e desafios de vida, ensinando que é possível a todos nós sermos senhores de nosso próprio destino.
Como toda ciência, a Numerologia é dinâmica, não se limitando, apenas, à tradição esotérica recebida ou ao dogmatismo daqueles que se julgam “donos da verdade”. Nos últimos anos, a pesquisa numerológica tornou-se uma constante e muito ainda está para ser descoberto e revelado.
A Numerologia estuda – e traduz com os algarismos primários de 1 a 9 – as vibrações que recebemos através do nosso nome de batismo e da nossa data de nascimento. Essa “tradução” visa orientar as pessoas quanto às suas potencialidades e alertar para os prováveis obstáculos – ou “desafios” – da vida. Mas sempre deixando claro que não há destinação ou fatalismo, pois temos o livre-arbítrio, e, se soubermos usar a nossa capacidade – através dos números– vibrações que a Numerologia desvenda – poderemos usufruir o melhor da vida.
Para um estudo numerológico usam-se os números primários – 1 a 9 – e os números 11 e 22, considerados números mestres não passíveis de redução para 2 ou 4, porque são números geminados de grande potência vibracional. Todos os números possuem características positivas e negativas. Cabe a cada um de nós aprendermos a usar as vibrações numerológicas da maneira mais positiva. A razão de ser da Numerologia é justamente esta: ajudar-nos em nossa constante busca de auto-conhecimento.

COMO A NUMEROLOGIA PODERÁ AJUDAR VOCÊ
Cada vez mais a Numerologia busca a exatidão científica, desmistificadora, e, por isso mesmo, cada vez mais numerólogos são requisitados para auxiliarem pessoas e empresas dos centros mais avançados. A Numerologia pode ajudar , por exemplo, nos seguintes aspectos:
  1. Quais são os melhores dias para iniciar um novo empreendimento:
  2. Quando adquirir propriedades e investir num negócio;
  3. Que experiências podemos evitar e que obstáculos devemos transpor;
  4. Como escolher o cônjuge;
  5. A melhor data para o casamento;
  6. O melhor lugar para instalar moradia;
  7. Que cidades e companhias querem o que temos para oferecer;
  8. Quais são os melhores dias para fazer uma viagem;
  9. Em que linha de empenho ou negócio teremos maior sucesso;
  10. Como certa modificação em nosso nome pode nos ajudar a conseguir o sucesso desejado.

OS NÚMEROS PRIMÁRIOS
Os números primários – de 1 a 9 – são símbolos das vibrações cósmicas. Eles possibilitam a interpretação e análise numerológica. Cada número tem características muito próprias, e, além dos nove números primários, também são utilizados os números mestres 11 e 22 – assim chamados porque não são passíveis de redução para 2 ou 4, mas potencializam essas duas vibrações uma oitava acima.
O número 1 – É o gerador, a explosão inicial, a agressividade. Simboliza a liderança, a iniciativa – a força em seu estado inicial.
O número 2 - Enquanto o 1 é ação pura, o 2 raciocina sobre o que está ocorrendo. É a consciência, a profundidade, a sabedoria. Em seus aspectos negativos, o dualismo, a incerteza, a timidez. Simboliza a arbitragem, o tato, a diplomacia, a paciência, a escolha elaborada, a busca de detalhes, a seleção.
O número 3 – É a manifestação, o Verbo. Depois de passar por um processo de seleção no 2, e de simplesmente explodir no 1, surge a necessidade de criar, de expressar-se, de transformar-se em explosão criativa, mas organizada a partir do 2. Simboliza a criatividade, as artes, a invenção, a imaginação, os contatos, a auto-expressão.
O número 4 – É o momento do repouso, buscando a organização. Até então, houve a explosão (1), a seleção consciente (2) e a criatividade (3). O Homem sente necessidade de organizar-se, de buscar as próprias forças naturais: é o momento 4. Simboliza a organização, o sistema, o método, o trabalho, a limitação.
O número 5 – Depois desses quatro momentos iniciais, há a necessidade de ousar, aventurar-se, tomar contato com outras realidades, de explorar mais a própria natureza e a natureza que nos cerca. É o momento 5. Simboliza a versatilidade, a impulsividade, a busca, os cinco sentidos, o destemor.
O número 6 – Após a aventura, o descanso. A necessidade de um lar, uma família, uma comunidade. E, dentro desses limites, a busca da harmonia e da beleza. É o momento 6. Simboliza a harmonia, a beleza estática, o prazer gregário, a família, a comunidade, o civismo, o serviço.
O número 7 – Mas somente a plenitude organizada não basta. Pressente-se que há algo mais e a necessidade de buscar, transcender-se, ir além do rotineiro, do predisposto. É o momento 7. Simboliza a busca interior, o despertar dos sentidos internos, a espiritualidade, a necessidade de estudo , especialização e pesquisa, a ânsia de ir buscar em todas as fontes, as viagens psíquicas.
O número 8 – Súbito, percebemo-nos em um mundo materialista, exigente, competitivo, injusto. E sentimos necessidade de equilíbrio e de justiça. Somente a transcendência não basta; a pura espiritualidade não sustenta o corpo físico. É necessário buscar o lado material ao mesmo tempo em que desenvolvemos o lado espiritual. Com justiça e equilíbrio. É o momento 8. Simboliza o equilíbrio, a justiça, a auto-exigência.
O número 9 – Depois de realizar esses oito primeiros momentos, o Homem ainda sente que lhe falta alguma coisa. Ele conseguiu, mas, e os outros? Olha em volta e vê pessoas necessitando de todo o tipo de auxílio. Vê injustiças, desequilíbrios sociais, desordem, infelicidade. Então, o Homem propõe-se a doar-se aos outros, compreendê-los e amá-los. É o momento 9. Simboliza a compreensão, doação, impessoalidade, completação.
O número mestre 11 – É o 1 que vê a si mesmo e deseja melhorar. Não quer ser apenas mera explosão, mas inspiração. Simboliza aquele que se coloca em evidência, mas desejando, com essa atitude, melhorar a si e aos que o cercam- através da inspiração, da determinação e da força interior manifestada.
O número mestre 22 – É o 4 não circunscrito aos seus limites. Simboliza o mestre construtor. É prático, mas, ao mesmo tempo, idealista. Procura expansão e novos caminhos, inspirando os outros a fazer o mesmo – porque sabe aliar idealismo sem devaneios a praticidade sem autolimitação.

CARACTERÍSTICAS ÍNTIMAS DAS VIBRAÇÕES NUMEROLÓGICAS
Os que buscam dentro de si e em experiências passadas: 2, 3, 7 e 9.
2 – A sensibilidade ou a sabedoria que organiza a explosão do 1.
3 – A criatividade, o Verbo, a manifestação.
7 – A busca interior para transcender o conhecido.
9 – A compreensão. Visão dos estágios anteriores e busca filosófica de possibilidades e despertar de novos sentidos.

Os que procuram o equilíbrio, a organização, a sistematização: 4 e 8.
4 – A base, o mundo concreto, conhecido, material.
8 – A busca do equilíbrio no mundo material, mas vislumbrando a possibilidade de um algo mais, já percebido no 7.
Os que querem mais, criando e desbravando: 1 e 5.
1 – O criador, o líder, o visionário.
5 – O desbravador, a “Vontade de Potência”.

O que aceita o estabelecido e busca apenas a harmonia dentro dos padrões: o 6.
Também o 2, o 4 e o 8 – assim como o 6 – aceitam o estabelecido, mas com características diferentes. Enquanto o 2, com sua sensibilidade, recolhe e coleta, sabiamente, os estilhaços da explosão provocada pelo 1 criador, preparando, assim, o advento do 3 como primeira manifestação – o Verbo -, …o 4 procura organizar e alicerçar o já existente, o que o torna auto-limitado. O 8 tem como missão o equilíbrio kármico, mas dentro do preexistente. O 6 é essencialmente político. Evita transcender-se para não se expor, porque já conhece a lição da impulsividade do 5. Coloca a máscara da estética e da harmonia ( arrumar a casa, a sociedade… ) para disfarçar a sua natureza encolhida, teimosa e gregária.

retirado/pesquisa do site  http://base8.wordpress.com/2006/10/12/o-que-e-a-numerologia/