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terça-feira, 5 de novembro de 2013

O poema do amor perfeito/ Por: Chögyam Trungpa


O poema do amor perfeito

Por: Chögyam Chögyam Trungpa Sogyal Sogyal Lama Zopa

Há uma linda montanha nevada
Com nuvens serenas enroladas em volta dos ombros.
O ar circundante está repleto de amor e paz.
O que vai ser é o que é,
Isso é amor.

Não há medo de saltar para o espaço imensurável do amor.
Caindo de amor?
Ou, Você está adentrando no amor?
Tais perguntas não podem ser respondidas,
Porque nesta paz de uma presença onipresente,
Ninguém está dentro e ninguém está caindo.
Ninguém é possuído pelo outro.

Eu vejo um belo parque
Que alguns podem chamar de céu,
Outros podem considerá-la como uma armadilha do inferno.
Mas, eu, Chögyam, não me importo.

No parque, belas Dakinis estão segurando tambores de mão, flautas e sinos.
Algumas delas, que estão dançando, seguram chamas, água, um rouxinol,
Ou todo o globo terrestre com as galáxias em torno dele.

Estas Dakinis podem executar sua dança de morte ou nascimento ou doença,
Eu ainda fico completamente intoxicado, apaixonado.
E com esse amor, eu as assisto rodar.

Esta performance é onipresente e universal,
Assim, o ressoante som do mantra é ouvido
Como uma bela canção das Dakinis.

Entre elas, há uma Dakini com um único olho,
E o cabelo turquesa soprado suavemente pelo vento.
Ela envia uma canção de amor e a música é assim:
HUM HUM HUM
Se não houver nenhuma alegria de Mahamudra na forma,
Se não houver nenhuma alegria de Mahamudra na fala,
Se não houver nenhuma alegria de Mahamudra na mente,
Como você entenderia
Que nós Dakinis somos a mãe, irmã, empregada e esposa.
E ela grita com tal voz penetrante, dizendo:
Venha, venha, venha
HUM HUM HUM
Junte-se ao círculo de EH e VAM.

Então eu soube que deveria render-me à dança
E juntar-me ao círculo de Dakinis.
Como a confluência de dois rios ,
EH o feminino e VAM o masculino,
Encontrando-se no círculo da dança.

Inesperadamente, quando me abri para o amor, eu fui aceito.
Portanto, não há questionamento, nem hesitação,
Estou completamente imerso na toda poderosa, alegre mandala de Dakini.
E aqui eu encontrei a convicção inabalável de que o amor é universal.
Cinco chakras do corpo repletos de amor,
Amor sem questionamentos, amor sem posses.

Este amor é o padrão de Mahamudra, o amor universal.
Então eu danço com os oitenta Siddhas e os dois mil aspectos das Dakinis,
E eu vou dançar carregando o fardo da cruz.
Ninguém me abandonou.
É uma tão jubilosa dança do amor, minha parceira e eu unidos.

Assim, o límpido e sereno ar da montanha
Gentilmente sopra as nuvens,
Um bonito lenço de seda cerca seu entorno.
Os Himalaias com seus altos picos nevados estão dançando,
Juntando-se ao meu ritmo na dança,
Juntando-se à quietude, o movimento mais respeitável de todos.

PÁGINA AO IRMÃO MAIS VELHO


Ajuda a teu filho enquanto é tempo.

A existência na Terra é a vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.

Quantos olvidam seus filhinhos, a pretexto de auxílio ao próximo e acabam por fardos pesados a toda gente!

Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo e rele­gam o lar ao desespero e ao abandono?

Não convertas o companheiro inexperiente em ornamento inútil, na galeria da vaidade, nem lhe armes um cárcere no egoísmo, arreba­tando-o à realidade, dentro da qual deve marchar em companhia de todos.

Dá-lhe, sempre que possível a bênção dos recursos acadêmicos; contudo, antes disso, abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência quando procura agir sem Deus. Ensina-lhe a lição do trabalho, preparando-o simultaneamente na arte de ser útil, a fim de que não se transforme em alimária inconsciente.

Os pais são os ourives da beleza interior.

O buril do exemplo e a lâmpada sublime da bondade são os divinos instrumentos de tua obra.

Não imponhas à formação juvenil os ídolos do dinheiro e da força.

A bolsa farta de moedas, na alma vazia de educação, é roteiro seguro para a morte dos valores espirituais.

O poder sem amor gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.

Garante a infância e a juventude para a vida honrada e pacífica.

Que seria do celeiro se o lavrador não preservasse a semente?

Quem despreza o grelo frágil é indigno do fruto.

Faze de teu filho o melhor amigo, se desejas um continuador para os teus ideais.

Que será de ti se depois de tua passagem pela carne não houver um cântico singelo de agradecimento endereçado ao teu espírito, por parte daqueles que deves amar? Que recolherás na seara da vida, se não plantares o carinho e o respeito, a harmonia e solidariedade, nem mesmo um pequenino canteiro doméstico?

Não reproves a esmo. A tua segurança de hoje lança raízes na tolerância de teu pai e na doçura das mãos enrugadas e ternas de tua mãe.

Esquece a cartilha escura da violência. Que seria de ti sem a paciência de algum velho amigo ou de algum mestre esquecido que te ensinaram a caminhar?

O destino é um campo restituindo invariavelmente o que recebe.

Ama teu filho e faze dele o teu confidente. E quanto puderes, com o teu entendimento e com o teu coração, ajuda-o, cada dia, para que não te falte a visão consoladora da noite estrelada na hora do repouso e para que te glorifiques, em plena luz, no instante bendito do sublime despertar.
EMMANUEL
Do livro LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER, de Ramiro Gama
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