MARCAS NO CORAÇÃO


Muita paz!

>Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa,
>da cama, ou de outro móvel qualquer?
>Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos, e deixa um
>hematoma no corpo.
>Em princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada, e vai mudando de
>cor até desaparecer por completo.
>Geralmente o local fica dolorido, e sempre que o tocamos sentimos certo
>desconforto.
>A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo.
>Agora imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do
>hematoma...
>A dor é ainda maior e a cor se intensifica.
>Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal
>ponto que a lesão se converteria num problema mais grave.
>Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita
>no coração e é causada por uma lesão afetiva.
>No primeiro momento a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e
>mais, caso haja ressentimento prolongado.
>Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas
>vezes.
>É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração.
>Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes no mesmo
>lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite
>o ressentir continuado.
>Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se
>transformar em câncer seria grande.
>Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo.
>A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração, e nos
>permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando
>mais e mais.
>Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções
>de quem a guarda no coração.
>Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito
>muitas vítimas.
>Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a
>esperança, e a amargura se instala...
>Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor,
>inimizade, antipatias.
>Muitas vezes a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador
>consinta que ela permaneça em sua intimidade.
>E com o passar do tempo ela se converte num algoz terrível, mostrando-se
>mais poderosa do que a vontade de seu portador para eliminá-la.
>De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando
>numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá.
>E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem
>medir as conseqüências de seus atos.
>Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados
>básicos.
>O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos
>nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre.
>O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda,
>caso a mágoa aconteça.
>O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno
>propício para a instalação da mágoa.
>É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa
>extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração,
>tornando-nos pessoas amargas e infelizes.
>
>Pensemos nisso!
Ronaldo Adonai