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QUEM DERA QUE VOCÊ FOSSE O CHICO...





Numa livraria de Belo Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes
elogios ao Chico Xavier, tomou­se de admiração pelo médium. Leu, pois, com interesse, todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Néio Lúcio, Irmão
10º e desejou, insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo. E aos fregueses pedia, de quando em quando: — Façam­me o grande favor de me apresentar o Chico, logo aqui apareça. Numa tarde, quando o Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o
pedido, o Chico entra na Livraria. Todos os presentes, menos o Aloísio, se surpreendem e se
alegram. Abraçam o médium, indagam­lhe as novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao
Aloísio: — Você não desejava ansiosamente conhecer o nosso Chico? — Sim, ando atrás desse momento de felicidade... — Pois aqui o tem. Aloísio o examina; vê­o tão sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante. E
correspondendo ao abraço do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era
nenhum tolo, para acreditar em tamanho absurdo: — Quem dera que você fosse o Chico, quem dera!... E Chico, compreendendo, que Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela
maneira como se apresentava, responde­-lhe, candidamente: — É mesmo, quem me dera... E, despedindo­-se, partiu com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição, que ia depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente, pelo
Aloísio...
(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

imagem : casa onde Chico Xavier nasceu.
pesquisa site
http://professorricardovieira.blogspot.com.br/2014/04/biografia-de-chico-xavier.html

Tesouro da Fraternidade.





''Na noite do Ano Bom de 1950, vários irmãos de Belo Horizonte, reunidos em Pedro
Leopoldo, em companhia do Chico, comentavam a importância das riquezas para a extensão dobem:
Aqui, desejava-se o salário farto... Acolá, falava-se em dinheiro da loteria...
Chegada a hora da prece, Emmanuel, pelo lápis do médium, endereça aos presentes a
seguinte Mensagem:
O Tesouro Da Fraternidade
Não desprezes as pequeninas parcelas de carinho para que atinjas o
tesouro da fraternidade.
Uma palavra confortadora.
O gesto de compreensão e ternura.
A frase de incentivo.
O presente de um livro.
A lembrança de uma flor.
Cinco minutos da palestra edificante.
O sorriso do estímulo.
A gota de remédio.
A informação prestada alegremente.
O pão repartido.
A visita espontânea.
Uma carta de entendimento e amizade.
O abraço de irmão.
O singelo serviço em viagem.
Um ligeiro sinal de cooperação.
Não é com o ouro fácil que descobrirás os mananciais ignorados e
profundos da alma.
Não é com a autoridade do mundo que conquistarás a renovação real
de um amigo.
Não é com a inteligência poderosa que colherás as flores ocultas da
confiança.
Mas sempre que o teu coração se inclinar para um mendigo ou para um
príncipe, envolvido na luz sublime da boa vontade, ajudando e servindo em
nome do Bem, olvidando a ti mesmo para que outros se elevem e se rejubilem,
guarda a certeza de que tocaste o coração do próximo com as santas irradiações
das tuas pérolas de bondade, e caminharás no mundo, sob a invencível couraça
da simpatia, para encontrar o divino tesouro da fraternidade em plenos céus.
Emmanuel.


Quem puder ajuntar esse tesouro, decerto, comprará com facilidade um passaporte para o Céu.''

(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

O DIA COMEÇA AO AMANHECER


(imagem Zolan ).

Estimulando a campanha espírita-cristã
de amparo à criança, transcrevemos aqui a
reconfortante mensagem de Meimei, dada por intermédio do Chico, em 10 de agosto de 1952, em Pedro Leopoldo:
O DIA COMEÇA AO AMANHECER
Compadece-te da criança que surge ao teu lado.
O dia começa ao amanhecer.
Pai, mãe, irmão ou amigo, ajuda-a com teu coração, se pretendes
alcançar a Terra melhor.
Lembra-te das vozes amigas que te induziram ao bem, das mãos que te
guiaram para o trabalho e para o conhecimento.
Por que não amparar, ainda hoje, aqueles que serão, amanhã, os
orientadores do mundo?
Em pleno santuário da natureza, quantas árvores generosas são asfixiadas no berço?
Quanta colheita prematuramente morta pelos vermes da crueldade?
A vida é também um campo divino, onde a infância é a germinação da
Humanidade.
Já meditaste nas esperanças aniquiladas ao alvorecer? Já refletiste nas
flores estranguladas pelas pedras do sofrimento, ante o sublime esplendor da aurora?
Provavelmente dirás — “como impedirei o sofrimento de milhares”?
Ninguém te pede, porém, que te convertas num salvador apressado, cheio de ouro e de poder.
Basta que abras o teu coração, com as chaves da bondade, em favor
dos meninos de agora, para que os homens do futuro te bendigam.
Quando a escola estiver brilhando em todas as regiões e quando cada
lar de uma cidade puder acolher uma criança perdida — ninho abençoado a
descerrar-se,carinhoso, para a ave estrangeira — teremos realmente alcançado, com Jesus, o trabalho fundamental da construção do Reino de Deus.
Meimei
****************************************************
(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

UMA ADVERTÊNCIA E UM ENSINO





O Chico, em certa noite de sessão pública, no “Luiz Gonzaga”, achava-se muito triste.
Um jornal atirara-lhe ao nome acusações descabidas.
A maledicência, crescera, abundante.
Casimiro Cunha, porém, aparece-lhe,sorri com bondade e escreve, tomando-he as mãos:


Homem com pressa no bem,
Cujo passo não recua,
Não consegue reparar
O cão que ladra na rua.

O médium lê e sorri.

Consolado, retorna ao serviço da noite e segue para frente.
E a quadra ficou valendo por um ensino, podendo ser encontrada no livro GOTAS DE LUZ.
(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).

http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

imagem Casimiro Cunha,
pesquisa no site:

http://www.mensagemespirita.com.br/autor/casimiro-cunha/biografia/

RECEITA PARA MELHORAR



Em julho de 1948, o nosso confrade Jacques Aboad, de passagem por Pedro Leopoldo,conversava, ao lado de outros confrades, em
companhia do Chico, sobre os trabalhos de aperfeiçoamento da alma.
A conversação deu lugar à prece em conjunto.
E, manifestando-se, pelo médium, José Grosso, dedicado e alegre companheiro desencarnado, dedicou aos presentes os seguintes
apontamentos:


RECEITA PARA MELHORAR

Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente.
Equilíbrio nos raciocínios
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos.
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz.
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boavontade.
J osé Grosso
Supomos descobrir, neste curioso receituário, excelentes motivos para sorriso e meditação.

(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).

http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

imagem do site:

https://sinapseslinks.wordpress.com/tag/jose-grosso/

HUMILDADE OU SEM VERGONHA?



O Chico, num momento de distração, em que se sentia fisicamente desgastado, pois já havia atendido cerca de 80 casos, cada qual mais doloroso, como sucede diariamente,
foi procurado por um irmão que o caceteou por mais de duas horas.
O boníssimo Médium sentia-se experimentado em demasia.
Tratava-se de um desses casos para o qual o saudoso Dr. Bezerra
receitara prisão em vez de oração, por se tratar de espíritos abusadores.
E, num momento de descuido, deixou o importuno irmão falando sozinho, dizendo-lhe:
não me amole e até logo...
Isto foi o bastante para criar um desafeto que passou, daí em diante, a não corresponder ao seu cumprimento.
O Chico sentiu o caso.
Nunca fizera desafetos.
Possuía, como possui, a sua estrada livre,sem inimigos.
E procurou resolvê-lo cristãmente.
E, numa tarde, pondo a vergonha de lado e vestindo-se de bastante humildade, procurou o inimigo.
E esse, atendendo ao Chico e à sua justificativa, saiu-se
com esta:
Chico, você me procura por ser humilde ou sem vergonha?
— Por ser sem vergonha...
— Ah! Então aceito o seu gesto de amizade, porque vejo que você é mesmo sincero...
E
tornaram-se, de novo, bons amigos.


(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

UMA LIÇÃO PARA OS MÉDIUNS...



Às quartas feiras,de preferência, à tarde, o Chico, durante os anos de 1955 e 1956,espiritualmente se preparava para as sessões de quinta feira,
no Grupo Meimei.
Era uma sessão de grande responsabilidade, pois que se destinava aos obsedados.
Numa quarta feira,José Xavier, que fora irmão do Chico, e que, hoje, na Espiritualidade, é um dos seus abnegados colaboradores,pede-lhe
para se preparar, abstendo-se de alimentos pesados, e, mais do que em outros dias, viver com o Evangelho às mãos, pois que iria receber, na sessão seguinte, o luminoso Espírito de Frei Eustáquio.
E o caro médium atende.
Viveu, toda a quarta feira,pela tarde, e todo o dia seguinte, em
quase jejum e em permanente oração e vigilância.
À noite, de fato, recebe de Frei Eustáquio uma bela e instrutiva Mensagem, que emocionou os companheiros presentes.
Essa Mensagem consta do livro INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS.
Estávamos, nesta ocasião, em Pedro Leopoldo e tivemos a ocasião de ouvi-la na máquina que a gravou.
É, realmente, emocionante e instrutiva.
Em aqui chegando, encontramo-nos com alguns companheiros pertencentes a um Grupo Espírita dos subúrbios.
E, um deles, nos falou:
— Ontem, em nosso Grupo, recebemos uma comunicação lindíssima de Joana D’Arc, e apontou-nos o médium presente que a recebera, acrescentando: ele fez um grande esforço para ir ao Grupo, chegou até a brigar com seus familiares... Se não fosse, não teria sido o instrumental de
tão bela Mensagem.
* * *
O Chico, para receber Frei Eustáquio, teve de preparar-se,ele que vive, constantemente preparado.
No entanto, aqui, outro irmão, sem nenhum preparo espiritual e quando até brigou com os familiares, recebe Joana D’Arc!
Que a lição nos sirva e trabalhe nossos pobres espíritos avessos aos sacrifícios morais, — únicos meios pelos quais poderemos penetrar o Templo sagrado das Verdades do Mestre,Caminho, Verdade e Vida para nossa salvação!
(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

A LIÇÃO DA OBEDIÊNCIA



De novo reunido à família, Chico Xavier, fosse por que tivesse retornado à tranquilidade ou por que houvesse ingressado na escola, não mais viu o Espírito da mãezinha desencarnada.
Entretanto, passou a ter sonhos.
À noite, no repouso, agitado, levantava-se do leito, conversava com interlocutores invisíveis e, muitas vezes, despertava pela manhã, trazendo notícias de parentes mortos, contando peripécias ou narrando sucesso que ninguém podia compreender.
João Cândido Xavier, a conselho da segunda esposa, que se interessava maternalmente pela criança, conduziu Chico ao padre Sebastião Scarzelli, antigo vigário da cidade de Matozinhos, nas vizinhanças de Pedro Leopoldo, que depois de ouvir o menino, por algumas vezes, em confissão, aconselhou João Cândido a impedir que o rapazelho lesse jornais, livros ou revistas.
— Chico devia estar impressionado com más leituras — dizia o sacerdote — aqueles sonhos não eram outra coisa senão perturbações, porque as almas não voltam do outro mundo...
Intrigado por ver que ninguém dava crédito ao que via e escutava, em sonhos, certa noite, rogou, em lágrimas, alguma explicação da progenitora de quem não se esquecia.
Dona Maria João de Deus apareceu-lhe no sonho, calma e bondosa, e o Chico deu-lhe a conhecer as dificuldades em que vivia.
Ninguém acreditava nele — clamou. Mas o conselho maternal veio logo:
— Você não deve exasperarse.
Sem humildade, é impossível cumprir uma boa tarefa.
— Mas, mamãe, ninguém acredita em mim...
— Que tem isso, meu filho?
— Mas eu digo a verdade.
— A verdade é de Deus, e Deus sabe o que faz, — disse a generosa entidade.
Chico, porém, choramingou:
— Não sei se a senhora sabe, papai e o padre estão contra mim... Dizem que estou perturbado...
Dona Maria abraçou-o e disse:
— Modifique seus pensamentos. Você é ainda uma criança e uma criança indisciplinada cresce com a desconfiança e com a antipatia dos outros.
Não falte ao respeito para com seu pai e para com o padre.
Eles são mais velhos e nos desejam todo o bem. Aprenda a calar-se.
Quando você lembrar alguma lição ou alguma experiência recebidas em sonho, fique em silêncio.
Se for permitido por Jesus, então, mais tarde virá o tempo em que você poderá falar.
Por enquanto, você precisa aprender a obediência para que Deus, um dia, conceda ao seu caminho a confiança dos outros.
Desde essa noite, Chico calou-se e Dona Maria João de Deus passou algum tempo sem fazer-se visível.
(trecho do Livro Ramiro Gama - Lindos Casos de Chico Xavier).
http://www.pedagogiaespirita.net.br/biblioteca/chico_diversos/Lindos%20Casos%20de%20Chico%20Xavier.pdf

CASOS DO CHICO



CASOS DO CHICO

Chico Xavier visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que moravam.


O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:

- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?

- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chico. Este nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne (sic) e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a Providência Divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.

- E como resgatará ele seus crimes? Inquiriu o médico.

- O Irmão X costuma dizer que Deus usa o tempo e não a violência.

Relembrando CHico....


Certa vez um jornalista fez a seguinte pergunta a Chico Xavier:

—Chico,
Poderia nos contar um fato
ou uma passagem de sua vida que lhe traz melhores
recordações e que mais lhe tocou o coração?


Chico Xavier Respondeu:

— Peço permissão para contar um
caso que para mim foi um dos mais expressivos,
que mais parece uma história infantil. Eu estava em
Uberaba, há uns dois anos, esperando um ônibus
para ir ao cartório. Da nossa residência até lá tem
uns três quilômetros. Nós, com o horário marcado,
não podíamos perder o ônibus. Mas, quando o
ônibus estava quase parando, uma criança, de uns
cinco anos, apresentando bastante penúria, grita
para mim, de longe. Chamava por Tio Chico, mas
com muita ansiedade.
O ônibus parou e eu pedi, então, ao motorista: “Pode
tocar o ônibus, porque aquela criança vem correndo
em minha direção e estou supondo que este menino
esteja em grande necessidade de alguma
providência.” O ônibus seguiu, eu perdi,
naturalmente, o horário.
A criança chegou ao meu lado, arfando, respirando
com muita dificuldade. Eu perguntei: “O que
aconteceu, meu filho?” Ele respondeu: “Tio Chico, eu
queria pedir ao senhor para me dar um beijo”.
Esse eu acho que foi um dos acontecimentos mais
importantes de minha vida.

O MENDIGO RENITENTE


Narrou-nos Chico Xavier que um dia foi procurado por um médico, seu particular amigo de muitos anos, espírita militante e colaborador em suas obras psicografadas.

Ele queria saber o que fazer com um velho mendigo, que insistia em dormir no alpendre de sua casa. Não estava preocupado em tê-lo como hóspede em tão precário lugar mas, sim, com a má acomodação e a friagem da noite. Já o havia alertado de que se permanecesse ali acabaria por ficar doente.

Contudo, vendo que seus avisos eram ignorados, dedicou-se a arrumar um lugar onde o mendigo pudesse pernoitar. Depois de conseguir um quartinho na vizinhança, levou-o para lá.

Qual não fora sua surpresa ao dar com ele em sua varanda no dia seguinte!

Pensando que talvez não tivesse gostado do lugar, procurou um albergue que o tratasse melhor. De nada adiantara. O velho voltou a passar as noites no seu alpendre.

O médium então falou-nos:

— O que o médico amigo não sabia era que aquele espírito carregava consigo um grande complexo de culpa. Passei então a narrar-lhe as cenas que os amigos espirituais me haviam mostrado. 
Aquele mendigo, doutor, na existência anterior havia sido um cruel fazendeiro que expulsara impiedosamente muitas famílias de suas terras, deixando-as ao relento, sem rumo... 
Depois que desencarnou, a partir daquelas lembranças formara-se o complexo de culpa. E o sofrimento perdura até os dias atuais, não permitindo que ele permaneça alojado em lugar nenhum.

Chico concluiu:

— Então eu disse ao amigo: Não adianta tentar melhorar sua situação, deixe-o dormir no seu alpendre. Mais uns dias e ele procurará outro lugar para deitar-se ao relento. Essa situação perdurará até que o complexo de culpa deixe de atormentá-lo.

Em nossas cogitações, vem-nos à mente a lição: para exercer a caridade é necessário usarmos do bom senso e não insistirmos quando o necessitado se nega a receber o benefício. Sempre haverá uma razão que justifique situações como a que nos foi narrada. 

Autor - Romeu Grisi e Gerson Sestini
Livro - Inesquecível Chico

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico OS FENÔMENOS DE EFEITOS FÍSICOS

Chico Xavier não apenas psicografava como também realizava fenômenos de efeitos físicos. Certa vez perfumou a água que os assistentes traziam. De outra vez, o ar. Contam algumas testemunhas que Chico, certa ocasião foi rezar ao lado da cama de uma mulher muito doente e sem esperanças de vida. Enquanto o médium rezava, pétalas de rosas começaram a cair do teto sobre a doente. A mulher veio a desencarnar sem sofrimento, durante aquela madrugada. Após algum tempo desse acontecimento, Emmanuel intercedeu junto a Chico Xavier recomendando a suspensão dos trabalhos de efeitos físicos.

À medida que sua fama se propagava, cresciam também estórias dos poderes do médium, levando-o por diversas vezes a ter que esclarecer o público sobre a inveracidade de ser capaz de fazer um cego enxergar ou um paralítico andar.

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando ChicoDívida e Tempo

Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco a beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico :
Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
- Não creio, doutor, respondeu-lhe o Chiico. Este nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda a sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma benção para ele. Foi o único jeito que a Providencia Divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-la?

- E como resgatará ele seus crimes? inquiriu o médico.
O irmão X costuma dizer que Deus usa o tempo e não a violência.

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico
Chico, eu não acredito na existência de Deus!
- Então - disse-lhe Chico - você vai ao supermercado e compra outras pernas para mim, já que as minhas estão paralisadas!
- E você acredita mesmo em Deus? - insistiu o amigo. Como?
- Observe, meu senhor - continuou o médium - quem teria colocado a vida e o perfume das flores, o azul do céu, o verde dos mares e a luz das estrelas?o querido Chico lembrou ainda aos presentes que, durante a Revolução Francesa soldados invadiam igrejas para destruir as imagens, altares etc., quando foram interrogados por simples camponês:
- Por que fazem isso?
- Recebemos ordens para extinguir os sinais da idéia de Deus na Terra - responderam os soldados.Ah! meus filhos, então vocês terão que apagar igualmente o sol, a lua e as estrelas, disse, sereno, o camponês.

conta se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes se Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourivesEntão, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também."
E a conversa, com toques de luz da palavra de esclarecimento e conforto do querido companheiro, demandou outros palpitantes temas.

Do Livro: Chico Xavier - Fonte de Luz e Bênçãos

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico.

Foi assim que certa noite, em sua residência, na companhia de nossa Ondina e alguns companheiros, tivemos a oportunidade de abordar, em conversa informal com o queridíssimo irmão, Chico Xavier, as dificuldades e problemas, muitas vezes avolumados no seio dos grupos.

Desfechada, então, ao coração sempre sensível do companheiro maior, a nossa preocupação, com a amabilidade habitual, orientou:

- É preciso passá-los (os problemas) pela peneira da paciência com o aro da humildade.

Mais adiante, Chico - como sempre trabalhando e conversando - lembrou ainda sobre tais dificuldades:

- Assim como as cidades geralmente possuem as avenidas marginais ou periféricas, também os problemas oferecem sempre vias pacíficas de solução.

Finalmente veio, após outras considerações do querido amigo, mais uma que registramos:

- Emmanuel tem-nos lembrado sempre da necessidade de cada um de nós de não nos convertermos em terminal de trevas.

Querendo certamente dizer que a gente deve ouvir a palavra trevosa, sem passá-la adiante.

RELEMBRANDO CHICO

RELEMBRANDO CHICO
ASSUNTO INÉDITO


Certa feita, logo após a confecção de um medicamento dedicado ao tratamento de câncer, fórmula oriunda da misericórdia dos benfeitores espirituais, recorremos à bondosa paciência de Reginaldo Marques, a quem encarregamos de levá-lo ao querido Chico Xavier.

Nosso portador tinha a incumbência de perguntar ao médium da possibilidade de se colocar o nome de Madalena no remédio, pois sempre tivemos por ela muita admiração e respeito, mesmo porque, se Jesus ainda tinha na Terra sua mãe e onze apóstolos por que apareceu em primeiro lugar à Madalena? Assim, nada mais justo o nome.

Reginaldo, em conversa com o Chico, dele recebeu a orientação de não se colocar o nome de Madalena, já que sua imagem na Terra fora deturpada e vilipendiada como prostituta, quando na verdade naquela encarnação ela não conheceu sexo, era apenas obsediada. Na ocasião, sugeriu o nome do remédio fosse "Mais vida".

Mais um gota de cristalina verdade que escapou da imensa bondade do oceano de sabedoria de um coração pleno de luz.

Do Livro: Chico Xavier - Fonte de Luz e Bênçãos

RELEMBRANDO CHICO/VIDAS PASSADAS

Relembrando ChicoVIDAS PASSADAS


Certa feita, no decorrer do mês de outubro do ano de 1996, cujo dia não mais recordamos, juntamente com o nosso querido tio Urbano, no santuário da casa de Chico Xavier, depois de diversos assuntos, eis que surge, não se sabe de quem, na "sala de luz", reunidos em pouco mais de oito pessoas, alguém que disse:


- Chico, o que você tem para nos dizer sobre a terapia das vidas passadas?

Chico, como sempre faz, calou-se em seu peculiar mutismo filosófico,elevou os olhos ao alto, parecendo-nos ouvir Emmanuel ou outro benfeitor, para dizer:

- Não é boa coisa. Vocês não devem permitir que isso seja feito.

Silenciou-se para voltar ao assunto, desta feita com mais determinação, como se o tema não lhe agradasse, dizendo enfaticamente:

- Nosso Pai colocou um véu no passado, não foi por acaso. O esquecimento do passado é uma necessidade para nós que ainda estamos estagiados no corpo físico.

Disse mais:

- Urbano e Dirceu, isso não deve ser feito. Hoje nós estamos em outra faixa vibratória e ao promovermos a regressão até as vidas passadas corremos o risco de nos encontrarmos numa cena de muito sangue, frente a frente com o nosso inimigo que, além de não nos ter perdoado, procura-nos, e em razão da regressão ficamos na mesma faixa dele e podemos colocar em risco nossa viagem na terra, via de doloroso processo obsessivo.

E conclui:

- É! A regressão não é coisa boa, nosso Pai quer o esquecimento de nosso passado.

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico

Mais tarde, Chico Xavier declararia: "... a meu ver, tive três períodos distintos em minha vida mediúnica. O primeiro de completa incompreensão para mim, é aquele dos cinco anos de idade, quando via minha mãe desencarnada, proteger-me, até os 17 anos, época em que me via sob a influência de entidades felizes e infelizes, até que a misericórdia do Senhor penetrou nossa casa em julho de 1927..."
Naquele ano, um reduzido grupo de estudiosos do Espiritismo funda o Centro Espírita "Luiz Gonzaga", na residência de André Xavier, irmão de Chico, e este continuou a tarefa da psicografia.
Antes, porém, o jovem resolve falar com o seu confessor, Padre Sebastião Scarzelli, o qual lhe ouviu em confissão, ocasião em que Chico lhe informa que iria dedicar-se ao Espiritismo. O Padre responde que a Igreja não aprovava o Espiritismo. Entretanto, que ele, o Padre, iria orar à Virgem Maria por ele. Depois disso diz o Chico que nunca mais viu o Padre Sebastião, mas guarda por ele imensa gratidão e carinho.
O Padre Sebastião Scarzelli, já em avançada idade, foi entrevistado, na cidade de Joinville, Santa Catarina, e disse que tudo o que o Chico diz a seu respeito é verdade, e que sempre admirou aquele moço por sua distinção, sempre atarefado na loja do Senhor Felizardo." - Deus abençoe o Chico Xavier para que ele não comercialize jamais os dons que o Senhor lhe concedeu...", arremata o venerando Sacerdote.

DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário

O ANJO BOM (CHICO XAVIER)

Relembrando nosso Chico - Lindos Casos de Chico Xavier

O ANJO BOM

Dois anos de surras incessantes.
Dois anos vivera o Chico junto da madrinha.
Numa tarde muito fria, quando entrou em colóquio com Dona Maria João de Deus, Chico implorou:
— Mamãe, se a senhora vem nos ver, porque não nos retira daqui?
O Espírito carinhoso afagou-o e perguntou:
Por que está você tão aflito? Tudo, no mundo, obedece à vontade de Deus...
— Mas a senhora sabe que nos faz muita falta...
A Mãezinha consolou-o e explicou:
— Não perca a paciência. Pedi a Deus para enviar um anjo bom que tome conta de vocês todos.
E sempre que revia a progenitora, o menino indagava:
— Mamãe quando é que o anjo chegará?
— Espere, meu filho! — era a resposta de sempre.
Decorridos dois meses, o Sr. João Cândido Xavier resolveu casar-se em segundas núpcias.E Dona Cidália Batista, a segunda esposa, reclamou os filhos de Dona Maria João de Deus, que se achavam espalhados em casas diversas.
Foi assim que a nobre senhora mandou buscar também o Chico.
Quando a criança voltou ao antigo lar contemplou a madrasta que lhe estendia as mãos.
Dona Cidália abraçou-o e beijou-o com ternura e perguntou:
— Meus Deus, onde estava este menino com a barriga deste jeito?
Chico, encorajado com o carinho dela, abraçou-a também, como o pássaro que sentia saudades do ninho perdido.
A madrasta bondosa fitou-o bem nos olhos e indagou:
— Você sabe quem sou, meu filho?
— Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe falou...
E, desde então, entre os dois, brilhou o amor puro com que o Chico seguiu a segunda mãe até a morte.

RELEMBRANDO CHICO

Viajando com um sacerdote
Sentado no ônibus que o levaria a Belo Horizonte, Chico notou que seu companheiro de banco era um Irmão Sacerdote. Cumprimentou-o e entregou-se à leitura de um bom livro. O Sacerdote, também, correspondeu-lhe o cumprimento, abrira um livro sagrado e ficara a lê-lo. Em meio à viagem, passou o ônibus perto de um lugarejo embandeirado, que comemorava o dia de S. Pedro e S. Paulo. O Sacerdote observou aquilo e, depois, virando-se para o Chico comentou: - Vejo esta festividade em honra de dois grandes Santos, e neste livro, leio a história de S. Paulo, cujo autor lhe dá proeminência sobre S. Pedro. Não se pode concordar com isto. S. Paulo é o Príncipe dos Apóstolos, aquele que recebeu de Jesus as chaves da Igreja. Chico, delicadamente, deu sua opinião, e o fez de forma tão simples, revelando grande cultura, que o Sacerdote, que não sabia com quem dialogava, surpreendeu-se e lhe perguntou: - O senhor é formado em Teologia, ou possui algum curso superior? - Não. Apenas cursei até o quarto ano de instrução primária. - Mas, como sabe tanta coisa da vida dos santos, principalmente de S. Paulo, de S. Estêvão, de S. Pedro, e de outros, realçando-lhes fatos que ignoro?... - Sou médium... - Então, o senhor é o Chico Xavier, de Pedro Leopoldo? - Sim, para o servir. - Então, permita-me que lhe escreva e prometa-me responder minhas cartas, pois tenho muita coisa para lhe perguntar. Faça-me este favor. Afinal, verifico que Deus... nos pertence... - Pode escrever; de bom grado responder-lhe-ei. Assim trabalharemos não apenas para que Deus nos pertença, mas para que pertençamos também a Deus, como nos ensina o nosso benfeitor Emmanuel. E, até hoje, Chico recebe cartas de Irmãos de todas as crenças , particularmente de Sacerdotes bem intencionados, como o irmão com quem viajou e de quem se tornou amigo. E, tanto quanto lhe permite o tempo, lhes responde e nas respostas vai distribuindo o Pão Espiritual a todos os famintos, ovelhas do grande redil, em busca do amoroso e Divino Pastor, que é Jesus.