OPORTUNIDADE

Quem alimenta o ódio no coração, fá-lo irradiar por todo o ser, falando em silêncio da sua posição na faixa em que vive.
O ambiente exterior somente muda com a mudança que se fizer internamente.

Se a malícia fica reconhecida para todos os observadores que nos seguem, sejamos um trabalhador do Cristo, cuidando de nós mesmos.
Se cada um fizer assim, não levará muito tempo, a Terra tornar-se-á um céu, onde todas as leis serão respeitadas e vividas.

Caminhe em direção à luz, que ela não o esquecerá, com as suas claridades.
Quem muito trabalha em seu auto burilamento não aborrece a ninguém e ajuda mais do que aquele que pensa somente em assistir materialmente; no silêncio não existe revide.

Jesus disseminou o Evangelho mais no silêncio do que falando, mas a Sua sabedoria foi tão grande que usou as duas oportunidades que Deus Lhe deu.

Somente combatemos o ódio na vivência do amor, a usura fazendo a caridade, a violência com o perdão, à guerra com a busca pela paz.
Ainda que o ódio vista os seus costumeiros trajes para se esconder, o engano se mostra mais visível, o erro fica maior, e a consciência mais gritante.
Seja exigente consigo mesmo e tolerante com os outros que será amparado pela lei que protege a tudo.

Quem tem os olhos puros, não enxerga impureza em nada e trabalha no seu auto-aperfeiçoamento, acendendo luzes onde haja trevas.

Se o tempo lhe sobra nas lides diárias, não perca esse tesouro vasculhando vidas alheias; veja a sua, o quanto ela precisa do bom plantio.

Harmonize os seus pensamentos com o Cristo, que o céu da sua consciência se encherá de estrelas.

Os olhos do próximo têm maiores poderes para vê-lo por dentro do que você pensa; nada fica escondido que não seja revelado.
Ninguém engana a ninguém.

Livro: GOTAS DE VERDADE
Autor: JOÃO NUNES MAIA
Ditado pelo espírito: CARLOS

CONQUISTANDO O INEFÁVEL

Quando um homem não reage mais a cada prazer ou dor, a cada
simpatia e antipatia com uma resposta ou ação egoísta, torna-se
também independente das impressões mutáveis do mundo
exterior. O prazer que sentimos num objeto faz-nos dependentes do
mesmo. Nós nos perdemos nele. Um homem que se perde, ora
no prazer, ora no sofrimento, ao sabor das varias impressões,
não pode perlustrar o sendeiro do conhecimento espiritual. Cumpre-lhe
aceitar o prazer e a dor com serenidade. Cessa, então, de perder-se
neles e, em compensação, começa a compreendê-los. Um prazer
a que eu me abandone, devora-me a existência no momento em que
me entregar a ele. Devo, porém, servir-me do prazer unicamente para
compreender melhor a coisa que me proporciona prazer. O que me
deve importar não é que a coisa me proporciona prazer; devo experi-
mentar o prazer, e por intermédio do prazer a natureza da coisa. O
prazer deve ser-me, portanto, o indicio de que na coisa existe uma qua-
lidade apta a proporcionar prazer. Eu devo aprender a conhecer essa
qualidade. Se eu me detenho no prazer e deixo-me inteiramente
absorver por ele, então sou eu só que me realizo; mas se o prazer me
é somente um ensejo para experimentar uma qualidade da coisa,
meu intimo ser se enriquece por meio dessa experiência. Para o
investigador espiritual, prazer e desprazer, alegria e dor, devem, assim,
constituir ensejos pelos quais lhe é dado aprender sobre as coisas.
Assim sendo, ele não se embota com prazer e sofrimento, mas se eleva
acima deles para que eles lhe revelem a natureza das coisas.
Desejo-lhe que o “espírito” da Páscoa interpenetre o seu espírito e lhe
proporcione o prazer da Verdadeira Liberdade.
Namaste!
Adonai

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico

"Chico em determinada ocasião, passou a sair de casa todos os dias à hora do almoço. Somente limitava-se a dizer-me que visitaria um enfermo necessitado de atenção.

Antes de sair. Chico apenas pedia:

- Benedito, faça o favor de preparar um franguinho bem macio, que preciso levar a um doente. Lembre-se de que deve ficar bem tenro, pois ele está muito fraco. Precisa fortalecer-se, pouco a pouco, dia a dia!

Assim, diariamente, saía Chico levando uma vasilha com o alimento, cuidadosamente preparado por mim. No íntimo, guardava eu grande curiosidade acerca da identidade daquele doente. Mas Chico nada me dizia.

Após algum tempo, resolvi segui-lo pelas ruas de Uberaba, com objetivo de conhecer o misterioso enfermo, que lhe merecia tanta atenção e cuidado.

Atravessamos o bairro, Chico à frente, internou-se num matagal. Fui atrás dele, seguindo-lhe os passos, sem que me visse.

Para minha surpresa, deparei-me com a cena comovedora: bem no fundo da mata, lá estava Chico atendendo ao enfermo em questão. Que nada mais era que um cãozinho machucado e faminto!"

Aí fica mais uma encantadora lição de uma grande vida que tem sido a execução do verdadeiro mandato de amor.

Do Livro: Chico Xavier - Fonte de Luz e Bênçãos

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico
No ano de 1931, desencarnou, em Pedro Leopoldo, um amigo do Chico, católico sincero e pai de família. Chico, já conhecido como espírita e médium, acompanhou o féretro até o cemitério.
Acompanhava o extinto também um sacerdote; finalizando o ato, acerca-se do Chico o Padre e pergunta-lhe:
"- Dizem que você recebe espíritos, Chico, é verdade?"
"- É verdade, estimado reverendo."
"- Você deve tomar todo cuidado, pois o "Tinhoso" usa todos os artifícios para levar ao mal qualquer pessoa..."
"- No entanto, Padre, os espíritos que se servem de meu braço para escrever orientam-me somente para o bem..."
O Padre retirou do interior de um livro que trazia um papel em branco e convidou o Chico:
"- Bem, nós estamos num cemitério, acompanhando um amigo morto. Tente alguma coisa. Vejamos se há aqui algum espírito desejando escrever, pediu o Padre, com ares de ironia...
Humildemente, Chico toma o papel e lápis, coloca-se em concentração sonre a laje de um túmulo; segundos depois, seu braço movimenta-se com espantosa rapidez e escreve:

ADEUS

O sino plange em terna suavidade,
No ambiente balsâmico da Igreja;
Entre as nuvens, no altar, em tudo adeja
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a orfandade;
E a alma que regressa do exílio beija
A luz que resplandece, que viceja,
Na catedral azul da imensidade...

"Adeus, Terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus..." - diz nas alturas...
A alma liberta, o azul do céu singrando...

- Adeus... - choram as rosas desfolhadas.
- Adeus... - clamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

AUTA DE SOUZA

ORAÇÃO CIGANA/PAI NOSSO /ROMANÊS

Pai Nosso (Romanês)

Dat Amarô

Dat amarô cai san andô tchêri
Súnto si Tirô anáv
Av aménde ando tirô rhaio
Ai te avêl pô tirô Katê pe luma sar ando tchêri
Ô mânro amarô sáco diêsco, deamem
Adiês, ai ertisar amarhê bezerrhá,
Sar amê ertisarás codolêngue cai
Querém nassulipê aménguê
Na muk te querás nassulipê, ai dik pala amendê
Sóstar tírôi ô rhaio ê zôr ai blichís míndik

Amém

Pai Nosso

Pai nosso, que estais no céu
Santificado seja o Vosso nome
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa Vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos
A quem nos tiver ofendido
E não nos deixais cair em tentação
Mas livrai-nos de todo o mal

Amém

RELEMBRANDO CHICO

Relembrando Chico
CHICO XAVIER E OS ANIMAIS

Chico Xavier tem uma singular estima pelos animais; aqueles que freqüentam seu modesto lar sabem que o médium vive cercado por algum animal doméstico.
Chico tinha um cão que atendia pelo nome de Lorde, o qual conhecia as pessoas que visitavam seu dono, quais eram as amigas, as curiosas e as maliciosas.
"- Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fez-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração. Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me ao quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida.
Punha as patas sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhos meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se ao meu coração.
Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa..."
Um dia certo visitante lhe pergunta se animais têm alma, Chico responde, rápido: "- Ah! sim, os animais têm alma e valem pelos melhores amigos..."
Possuímos provas pessoais destas verdades, querido Irmão Chico!...
CHICO XAVIER E OS ANIMAIS

RELEMBRNADO CHICO

Relembrando Chico

"Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual estou-me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você".

- Mas a senhora vai me abandonar ?

- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse:

- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações... Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha ? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe:

- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe ?

Ela me disse:

- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.

- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.

A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:

- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.

- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente ?

- São os sacrifícios do amor... Até um dia meu filho...

Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar".

(Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER